domingo, 13 de fevereiro de 2011

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO


A busca pela imortalidade.
Desde que o homem se entende por homem...
Desde quando alguns dos primeiros conceitos de uma sabedoria humana pensante foram registrados, podemos perceber que alguns sentimentos dominam a nossa existência.
Temas que são recorrentes e fazem parte, também, de nossos sentimentos interiores.
O desejo de domínio.
"Conquistar o mundo"...
O desejo de fecundidade.
"Ter um filho, plantar uma árvore, escrever um livro"...
E entre estes, claro, a busca pela imortalidade, pela vida eterna.
"A Fonte da Juventude"...
Plásticas.
Tinturas para cabelos.
Medicina ortomolecular.
Coquetéis de comprimidos.
Alimentação saudável.
Exercícios.
Tudo o que possa prolongar, ou prometer prolongar os nossos dias.
Na essência, uma "vida eterna" sem Deus.
Eclesiastes 3:11 Tudo fez Deus formoso em seu tempo; também pôs na mente do homem a idéia da eternidade, se bem que este não possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim.
O homem tem, portanto, em seu coração, na sua mente, este conceito de eternidade.
Posto ali, por Deus.
Quer o homem creia, ou não.
Mas isso não importa.
Este desejo de vida eterna sem Deus, associado ao antagonismo da percepção que o corpo envelhece de forma distinta da alma, que é eterna, fez com que o homem, ao evoluir em seus conhecimentos científicos, começasse a desenvolver a busca por "peças de reposição".
Este é, entre outros, um dos conceitos por trás das pesquisas de células tronco.
Dos transplantes.
Das próteses inteligentes.
Toda a sorte de experimentos científicos e, talvez, válidos, (aparentemente?), têm sido feitos para que a qualidade de vida do homem possa ser aprimorada.
Aumentada a expectativa de vida.
De todos?
Claro que não.
Apenas de alguns.
Apenas dos que fazem parte de determinada classe ou sistema.
E esta impressionante ficção científica que mistura seres humanos, ciborgs e alta tecnologia, por que não dizer, transhumanismo, parece, cada dia mais, algo não tão ficcional, mas algo cada vez mais real e palpável.
Já existem especialistas marcando datas para mudanças.
Por serem amantes de si mesmos, querem chegar a este momento: a hora da verdade de provarem sua tese.
II Timóteo 3:1 Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; 2 pois os homens serão amantes de si mesmos... 7 sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade.
E a transição deste conceito de crescimento do conhecimento que leva a uma possibilidade de maior longevidade e eternidade para a espiritualidade, é um passo.
Curto.
Pelo fato de que esta busca sem Deus, sabemos, é manipulada.
Sabemos por quem.
Desde o Éden.
Por isso, segundo o texto de Eclesiastes, estarão sempre LONGE DA VERDADE.
E se a busca de eternidade sem Deus, beira a espiritualidade por esta influência, a tecnologia deveria, se este meu conceito for verdadeiro, oferecer a possibilidade de alguma vinculação religiosa ou espiritual.
Mesmo que, por agora, aparentemente, dissociadas.
Mas que permita, em breve, associar uma nova forma de expressão da espiritualidade com tecnologia.
Se possível, tecnologia associada a um chip ou algo semelhante.
E isso, aparentemente, já aconteceu.
Sucedendo tentativas incipientes e frágeis de igrejas "virtuais", ou sites religiosos.
A estranha tentativa de um aplicativo para a Apple visando a confissão de pecados pelo iPhone, manifesta uma tentativa/possibilidade de se estabelecer uma relação espiritual bastante íntima através de máquinas.
No caso, celulares.
Aliás, celulares que em breve serão a ferramenta global para operações financeiras, de compra e venda.
Mas este é um assunto para outro dia.
No caso de hoje, falo sobre a possibilidade de o celular oferecer uma forma de encaminhar a confissão de pecados ao padre.
Felizmente, negada pela igreja.
Mas veja o conceito:
Um aplicativo específico.
Portátil.
Uma expressão de fé intermediada por um celular.
Por tecnologia.
Curiosamente, no papel de um "mediador".

Não há por que se pensar que uma tentativa assim ficará restrita à Apple.
Nem ao catolicismo.
Creio que em breve, teremos mais novidades.
De outros credos.
A busca por uma unidade religiosa.
Espiritual.
Tecnológica.
Global.
Observando estes sinais vejo que estamos nos aproximando do dia em que todo o cidadão desta "nova era", deste "mundo novo", será chamado a digitar uma senha, apresentando sua impressão digital, ou o reconhecimento de sua íris...
Algo que confirme a sua identidade.
Intransferível e insubstituível.
Que será reconhecido pelo "sistema central".
Chamado, talvez, deus.
Falso deus.

Kurzweil (um dos mais  respeitados "profetas" do futuro da tecnologia) em seu livro acima declara que estão chegando dias em que vamos nos relacionar com uma "imagem" de uma pessoa em uma tela de computador em qualquer lugar que seja.
E não vamos mais saber se estamos falando com uma pessoa real ou um programa de computador.
Já reparou como estamos sendo condicionados a isso?
A evolução dos softwares de interatividade, que "aprendem" com os relacionamentos com os humanos e a capacidade de processamento destes computadores está chegando em níveis que permitirá isso.
Assim, talvez, as pessoas vão se relacionar com esta "entidade".
Em determinados horários ou dias pré-estabelecidos...
Talvez, algo como seis da tarde de todos os dias.
Talvez, aos sábados...
Iniciados às 6 da tarde da sexta feira.
Quando será chamado a se apresentar para confirmar a sua adoração à imagem da besta.
A tecnologia a serviço de uma falsa espiritualidade.
Uma proposta de vida eterna?
Fica aqui meu convite para que você fique atento a evoluções tecnológicas como estas do post de hoje.
O cenário, a cada dia, fica mais interessante.
Mais bíblico.
Isso por que TUDO o que Deus disse que vai acontecer, VAI ACONTECER.
Estamos apenas acompanhando qual será a forma...
Veja os sinais!

SHALOM!

Haroldo Maranhão

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