sábado, 24 de abril de 2010

QUEM SOMOS NÓS?

A erupção do vulcão da Islândia

A capacidade criativa do homem...
O conhecimento. A tecnologia. Os recursos. Leis. Controle. Governos.
Impressionante como, diante de catástrofes ou manifestações da Criação, recolocamos todas as coisas nos seus lugares.
O homem não domina sobre tudo.
Na verdade, domina sobre pouco.
Na verdade, mesmo, domina sobre quase nada.
Se pensarmos friamente, o homem nem consegue garantir, ao sair de casa, que voltará.
Ou que estará vivo.
Que terá saúde.
Que tudo vai bem com os seus.
O homem se engana, criando segurança artificial, controles baseados na força artificial, superestimando o que sabe a respeito das coisas, e reconheço que sabe, sim, muitas coisas.
Mas não o suficiente.
A experiência desta erupção vulcânica deveria abrir ao homem uma reflexão: um ¨simples¨ vulcão gera um caos na terra, e afeta a vida de milhões de pessoas.
Pessoas ficam presas em aeroportos.
Presas em países.
Compromissos cancelados.
Viagens adiadas.
Negócios perdidos.
Companhias aéreas chegam perto de uma tragédia financeira que poderia levá-las à falência.
Em uma área de serviços baseada em tanto conhecimento tecnológico, ficamos absolutamente vulneráveis pelo imponderável e incontrolável.
Esta é, portanto, a melhor situação para podermos parar e refletir.
Afinal, ninguém morreu.
É um ótimo cenário para conversarmos.
Diferente do tsunami na Indonésia. Tragédia. Imponderável. Imprevisível.
Mas as mortes nos levam a lamentar, pensar, mas calar, por que falar neste contexto, parece uma coisa mórbida de aproveitar uma situação destas.
Parece sensacionalismo.
O mesmo poderia dizer sobre o que aconteceu no Rio de Janeiro recentemente: NENHUM INSTITUTO DE METEOROLOGIA PREVIU UMA CHUVA DAQUELA DIMENSÃO.
Mas novamente, não seria tão adequado falar sobre o imponderável, pelas centenas de mortes.
Pelas casas destruídas.
Os desabrigados.
E me calei.
Mas esta erupção vulcânica me permite esta reflexão.
Isenta.
Afinal, tivemos apenas prejuízos financeiros.
Que serão pagos pelas seguradoras.
Que repassarão aos prêmios de seguros.
Que serão pagos pela própria população... bom, este é um outro assunto.
Voltando.
Li recentemente um livro de física quântica, de um documentário de mesmo nome: QUEM SOMOS NÓS?
E esta é a minha pergunta hoje.
Quem somos nós?
Quem pensamos que somos?
Vivemos como se controlássemos tudo. Como se pudéssemos pensar sobre futuro, eternidade, vida após a morte quando ¨for o tempo¨ que não é hoje...
Mas, uma ¨simples¨ erupção vulcânica revela nossa fragilidade.
Nossa total impotência frente a manifestação da força da criação.
Dos vulcões.
Da terra.
Do mar.
Dos corpos celestes.
Dos ventos.
Das chuvas.
Do Sol.
Minha pergunta é: quem é você?
Como você se garante?
Como consegue ter paz?
Como consegue pensar no seu futuro?
A Bíblia diz: ¨Hoje é o tempo aceitável. Hoje é o dia da salvação¨... ou ainda, em um dos textos mais poéticos e tristes da Palavra de Deus lemos: ¨passou a cega, findou o verão, e nós não estamos salvos¨.
Que seja um tempo para que você se volte para Deus.
De forma sincera.
Livre.
Não religiosa.
Através de Jesus, O Cristo, O Filho do Deus Vivo.
Que o amor de Jesus Cristo constranja o seu coração hoje, a pensar sobre sua vida.
E que, ao avaliar sua fragilidade, você experimente a segurança poderosa dos braços do Pai.
Deus te abençoe.

SHALOM!

Haroldo Maranhão

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